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| Lia Rodrigues Cia de Danças (RJ) Aquilo de que somos feitos (2000) 21h • Conexão InterNacional |
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| Espaço Cultural Ambiente | |

Danças Impuras: Dissecação e Reconstrução de Danças do Passado (2010)Creuza (BH)
O grupo Creuza foi criado em 2009 e reúne artistas dedicados à impro-visação, contando sempre com convidados para suas ações.
Em cada apresentação, a dissecação e reconstrução de danças do passado se referem a um passado recente e pessoal que inclui movimentos, ações e gestos vividos, estudados, vistos ou imaginados, e não apenas à história mais remota. Esta é uma oportunidade para pensarmos o quanto a memória se faz por improvisações, já que, a cada momento, o estado do mundo se modifica. Como a memória não é um monolito, algo fixo e absoluto, mas está sempre sendo renegociada, a improvisação é como uma ação adaptativa necessária.
27 e 26/10 - 20h • Teatro Marília
Fotos: Ed Félix
Alpendre (Estréia)Companhia Suspensa (BH)
Um platô – um chão suspenso que se move – é usado para modificar as condições de estabilidade a que estamos acostumados. Alpendre aposta em uma mudança brusca nas relações entre corpo e entorno como condição para surgirem novos padrões de movimentos e gestos. A plataforma suspensa e móvel, junto aos corpos, implica em outras adaptações motoras do corpo que não são usuais. E, quando isso vai se dando, fica claro que a estabilidade é um esforço conjunto entre os corpos no platô e a gravidade. Nesse pequeno espaço, tanto a estabilidade quanto a instabilidade não são ações isoladas e individuais, mas coletivas. Isso, trazido para o nosso cotidiano, ajuda-nos a pensar e a perceber uma frágil estabilidade em ações “simples” como andar, segurar um copo, deitar, assentar, levantar ou virar a cabeça para um lado quando se está caminhando para frente. Tudo o que parece tedioso, repetitivo e ordinário passa a ser maravilhamentos da vida.
Duração: 45min Indicação Etária: Livre30 e 31/10 - 19h • Teatro Marília
Fotos: Edouard Fraipont

Aquilo de que somos feitos (2000)Lia Rodrigues Cia de Danças (RJ)
Levantar ou tirar aquilo que cobria; pôr à vista; encontrar; descobrir; achar; encontrar pela primeira vez; manifestar; revelar; descobrir segredos; inventar; notar; dar a conhecer; tornar-se claro; aparecer à vista; tirar o chapéu; revelar sua identidade; mostrar-se; aparecer; dar a conhecer-se.
Duração: 90min Indicação Etária: 16 anos20/10 - 21h • Espaço Cultural Ambiente
Fotos: Sammi Landweer
Formas Breves (2002)Lia Rodrigues Cia de Danças (RJ)
É uma esquina imaginária onde acontece o improvável encontro de dois criadores: o alemão Oskar Schlemmer (1888-1943), um dos fundadores da Bauhaus, e Ítalo Calvino (1923-1985). Em comum entre os dois, a discussão do homem e seu futuro e a investigação das estruturas por trás da obra artística.
Duração: 50min Indicação Etária: 16 anos21/10 - 21h • Teatro Sesiminas
Fotos: Sammi Landweer
Encarnado (2005)Lia Rodrigues Cia de Danças (RJ)
A palavra “encarnado” contém sentidos diversos: bíblico, político, folclórico, linguístico. “Encarnado” vem do ato de encarnar, de tornar alguma coisa seme-lhante, na cor ou no aspecto, à carne.
Duração: 60min Indicação Etária: 16 anos22/10 - 21h • Teatro Sesiminas
Fotos: Sammi Landweer
Pororoca (2009)Lia Rodrigues Cia de Danças (RJ)
Do tupi “poro’rog” que significa “estrondar”, um fenômeno natural provocado pelo confronto das águas dos rios com as águas do mar. Encontro violento, que pode derrubar árvores e alterar as margens dos rios, é ao mesmo tempo um processo frágil, resultado de um delicado balanço de fatores da natureza.
“Pororoca” é encontro de correntes contrárias. Forma ondas e altera as margens, provoca ruídos e calmaria. É arrastão, mistura, choque, invasão.
23/10 - 21h • Teatro Sesiminas
Fotos: Sammi Landweer
Angel Vianna e Arnaldo Alvarenga
A programação do Oi Cabeça FID contará com a presença da bailarina, professora e coreógrafa Angel Vianna e do bailarino, professor e pesquisador de dança Arnaldo Alvarenga, da Escola de Belas Artes da UFMG, para uma conversa abordando as expressões da dança moderna em Belo Horizonte, a herança plantada na cidade e os desdobramentos daí resultantes para o panorama geral da dança no Brasil. Ao final, será aberta a palavra para uma discussão com os presentes.
ATIVIDADE GRATUÍTA
Aula aberta com Angel ViannaEncontro com Angel Vianna (RJ)
Tornar consciente os usos e percepções do corpo, no seu dia a dia, no trabalho, na vida afetiva e doméstica – em sua totalidade, enfim. Esse poderia ser um resumo do que é o processo da Cons-ciência do Movimento e Jogos Corporais, técnica que Angel Vianna desenvolve há mais de cinquenta anos. Perceber os apoios do corpo no chão e no espaço pode ser o primeiro passo, e ajuda o indivíduo a equilibrar seu tônus muscular. Trabalhar com as articulações é outro recurso, porque é pela mobilização de nossas dobradiças que aguçamos a percepção de nós mesmos. A conscientização da importância da pele, da projeção dos ossos, do estado de tonicidade adequada ajudam a nos tornar indivíduos mais integrados não só com nosso corpo, mas com o mundo à nossa volta.
Aliados aos princípios da Consciência do Movimento e Jogos Corporais, pretende-se trabalhar com exercícios de improvisação, nascida dos próprios movimentos conscientes de cada um. Assim, a criatividade pode ser exercitada, na busca por formas mais livres e subjetivas de expressão, de utilização do corpo.
Juntas, decorrentes uma da outra, naturalmente integradas, Consciência e Improvisação se tornam instrumentos de autoexpressão e de prazer.
ATIVIDADE GRATUÍTA
24/10 - 15h • Parque Municipal Américo Reneé Giannetti (Praça do Sol)
Fotos: Divulgação Acervo Angel Vianna
Repertory worksTrisha Brown Dance Company (EUA)
Seus trabalhos apresentam um tipo de pensamento sobre o mundo em forma de dança. A necessidade de instabilizar formas previamente elaboradas, incluindo a percepção, parece ocupar uma posição importante no modo como pensa o mundo. Esse programa apresenta rastros de um arco de 40 anos do seu processo evolutivo. Desde suas propostas iniciais, feitas para fora do teatro, e depois, quando leva para o palco, emoldurado pelo proscênio, uma compreensão desenquadrada do corpo, espaço e tempo.
Aqui se propõe um exercício de desenquadrar a percepção para que se entenda a trajetória de Trisha, que sua resistência à cristalização tatua o mundo.
30/10 - 21h e 31/10 - 19h30min • Teatro Sesiminas
Fotos: Julieta Cervantes
Early WorksTrisha Brown Dance Company (EUA)
Seus trabalhos apresentam um tipo de pensamento sobre o mundo em forma de dança. A necessidade de instabilizar formas previamente elaboradas, incluindo a percepção, parece ocupar uma posição importante no modo como pensa o mundo. Esse programa apresenta rastros de um arco de 40 anos do seu processo evolutivo. Desde suas propostas iniciais, feitas para fora do teatro, e depois, quando leva para o palco, emoldurado pelo proscênio, uma compreensão desenquadrada do corpo, espaço e tempo.
Aqui se propõe um exercício de desenquadrar a percepção para que se entenda a trajetória de Trisha, que sua resistência à cristalização tatua o mundo.
01/11 - 16h • Praça da Liberdade
Fotos: Julieta Cervantes
L’après-midi (2008)Cie Raimund Hoghe (Alemanha)
Corrosivamente sensível e minuciosamente poderoso. Os detalhes e a precisão presentes em suas obras são sinônimos de cuidado com o mundo, algo que só aqueles que sabem realmente o valor da vida são capazes. Um dos aspectos marcantes de suas peças é a solidão, um vazio transbordante que, ao não se comportar a si mesmo, derrama- se, tocando delicadamente o outro, através do alcance de sua dança em nós.
São 20 anos atuando como coreógrafo após uma década de colaboração com Pina Bausch, como dramaturgo. L’après-midi de Raimund não é uma remontagem ou revisitação ao original de Niijinsk, mas em um ponto se encontram: na singularidade de sua existência que demole qualquer possibilidade de clichês, fetiches e absolutismos. Aviso: não se assustem se, ao final da peça, não conseguirem se levantar de suas cadeiras por estarem mergulhados em consternação e constrangimento pela humanidade de Hoghe e de sua dança.
02 e 03/11 - 20h • Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna
Fotos: Rosa Frank
Como superar o grande cansaço? (2010)Eduardo Fukushima (SP)
A dança é uma estratégia de sobrevivência para esse jovem coreógrafo cujo percurso peculiar já é consistente e denso. É porque seu corpo já se transformou, de fato, em assunto da dança, algo que, geralmente, demora a emergir. É o cansaço exis-tencial e o seu respectivo estado corporal que disparam essa dançavontade. O agir sobre o niilismo leva à exaustão através de incessantes repetições de movimentos. Como nenhuma repetição é igual a outra, surge uma série de modificações pelas quais um outro corpo emerge. E resignifica aquele niilismo de um corpo inicialmente abandonado.
Esse trabalho, com as séries de repetições, devolve para a dança uma questão importante, a da memória. Quando o “mercado”, público e imprensa exigem a novidade, ou o inédito, ou algo nunca visto em dança, Eduardo nos lembra que sem repetição não há aprendizado. Não há aquisição de conhecimento, e a memória é central para que isso aconteça. Dinâmica e relacional, a memória está sempre mudando pelas reentrâncias de novas informações, se ela não se modifica, estamos fadados à morte, pois nos tornamos inaptos a lidar com o mundo agora.
É pelo dinamismo da memória, via repetições-retroalimentação-aprendizagem, que tanto Eduardo como a dança, podem superar seu próprio cansaço existencial.
29/10 - 21h e 28/10 - 20h • Espaço Cultural Ambiente
Fotos: Inês Correa
…qualquer coisa a gente muda (Estréia)Encontro com Angel Vianna (RJ)
Convidados: João Saldanha, Marcelo Braga e Maria Alice Poppe
O FID é tributário do que os Vianna, Angel e Klaus plantaram na dança brasileira e especificamente em Minas Gerais nos anos 60: um modo de ser dança a partir do corpo real, e não de noções preconcebidas de dança e corpo trazidas colonizadamente para o Brasil.
Nessas sete décadas de vida dedicadas à dança, Angel se empenhou em formar cidadãos livres. Este é seu entendimento de dança: sem fronteiras entre o estético, o ético e o político, entre o artista e seu público e entre os saberes prático e teórico.
No FID, Angel foi convidada a apresentar aquilo a que mais se afeiçoasse. É, agora, nossa responsabilidade estender os cruzamentos temporais (sem uma cronologia linear) oferecidos por ela.
…reinventando a vida, ela vai dançando, e vai dançando, e vai…
23 e 22/10 - 20h • Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna
Fotos: João Saldanha
Pieza para pequeño efecto (2010)Contenido Bruto (Argentina)
A partir do precário e ínfimo, um corpo constrói um espaço onde um único objeto sustenta toda a ação. Espaços e tempos distintos se entrecruzam, construindo uma dramaturgia da percepção de grandezas: o pequeno que se torna enorme, o grande que se torna pequeno. Micro e macro como percepções construídas, não dadas e nunca prontas. É assim que um objeto pequeno pode inundar sua atenção e se tornar grande. Fabian chama a atenção para o quanto o espaço e sua extensibilidade só emerge como tal porque espaçotempo não estão dissociados.
Duração: 45min Indicação Etária: 16 anos30 e 31/10 - 20h • Espaço Cultural Ambiente
Fotos: Luciana Acuña e Mariana Tirante
Palestra demonstração: Corpo, Espaço, Música (2009)Cie Raimund Hoghe (Alemanha)
“Por muitos anos, eu escrevia com palavras.
O corpo por trás das palavras estava invisível.
Agora, estou escrevendo com corpos – com meu corpo e os corpos dos dançarinos.
Enfim, não há mais diferença entre escrever com palavras e escrever com corpos.”
Raimund Hoghe
ATIVIDADE GRATUÍTA
31/10 - 17h • Teatro do Corpo
Fotos: Rosa Frank
Children (2009) + A Few Minutes of Lock (2009)Louise Lecavalier / Fou Glorieux (Canadá)
Louise: eis o que acontece quando dinamite se mistura à doçura. A golpes de delicadeza (ela também é treinada em boxe), esse tsunami da dança tem em sua trajetória duas décadas de participação no grupo canadense La la la Human Steps, com o qual integrou a turnê de Sound and Vision de David Bowie. Colaborando com Benoit Lachambre, Meg Stuart, entre outros da dança, e ainda atuando no filme Strange Pleasures, de Katryn Bigellow. Louise foi responsável por mudar a imagem e o modo de ver as mulheres na dança, há um corte antes e depois dela. O programa consiste de duas peças: Children, dueto concebido pelo britânico Nigel Charnock (ex DV8), conta com momentos lúdicos, divertidos, dolorosos e ácidos, uma pintura das relações tecidas a dois. A few minutes of Lock é composto por partes de coreografias já dançadas por Louise quando dançou no La la la. Aqui, o que conta não é um olhar nostálgico, mas um convite para investigarmos o como e o que permaneceu e mudou desde então.
Duração: Children: 50min / A Few Minutes of Lock: 15min Indicação Etária: Livre28 e 27/10 - 21h • Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna
Fotos: André Cornellier

Um lugar que ainda não fui (Estréia)Meia Ponta Cia de Dança (BH)
Quando e como se dá o entendimento de mundo pela criança? A figura do barquinho é usa-
da como metáfora para pensar que conhecimento é adquirido pela navegação no mundo. É viajando entre o real e o imaginário que a criança vai construindo a si própria e o mundo.
O grupo chama atenção para a importância política em se fazer uma obra especificamente para crianças. Ampliar o mundo sensório das crianças, de forma responsável, é o modo como podem contribuir com sua cidadania, incentivando sua autonomia do pensar-agir-ser. Conhecer, aprender, memorizar e escolher, sobretudo ter possibilidades de escolhas, em um universo hegemônico de formas estéticas povoadas por mecanismos de consumo: iniciativas como essa devem ser replicadas e vistas com a mais rigorosa criticidade.
23 e 24/10 - 16h • Teatro Marília
Fotos: Adriana Moura
Alpendre (Estréia)Companhia Suspensa (BH)
Essa versão de Alpendre, elaborada especialmente para o público infantil, chama a atenção das crianças para ações que aprendemos muito cedo, como o andar. Jogando entre o equilíbrio e o não equilíbrio, o grupo expõe o fato de existir instabilidade e de termos que lidar com ela. O legal é que aqui a instabilidade e a estabilidade são mostradas como um processo coletivo, social, que ocorre com as pessoas e seu mundo. Pode ser uma metáfora das dificuldades e soluções que encontramos na vida? Pode ser uma metáfora para o viver em conjunto? Sim, é claro. E é, por isso, tão importante que essas metáforas que emergem da dança não estejam fechadas, como aqui. As crianças podem encontrar aqui um espaço para participarem, já que as imagens que compõem essa dança não são impositivas. Crianças são perspicazes, curiosas, imaginativas e inteligentes: esse é o entendimento de criança proposto pelo grupo e essa dança.
Duração: 45min Indicação Etária: Livre30 e 31/10 - 16h • Teatro Marília
Fotos: Edouard Fraipont